Bula bula confessa que gosta muito do Brito Simango, não perde nem bulhufa e nem patavina das suas reportagens no Teatro Operacional Norte, transmitidas pela nossa TVM, e acha que o colete à prova de balas, o capacete e as botas assentam no jornalista, que nada fica a dever aos correspondentes de guerra que escolhem o Médio Oriente e a Ucrânia para contar as suas estórias.
Foi com o mesmo deleite que bula bula também viu as reportagens do Brito sobre o percurso da Chama da Unidade, aquela que percorreu o país de lés-a-lés e de sol a pavio, anunciando a celebração dos 50 anos da Independência Nacional.
Voltando ao tempo, e já um pouco aquietado, no conforto de um estúdio,bula bula viu o seu ídolo entrevistar o Ministro da Defesa Nacional, o Major-General Cristóvão Artur Chume, muito a propósito do 25 de Setembro, Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.
Bula bula confessa que ficou um pouco sarapantado quando ouviu o amigo Brito indagar o ministro sobre quantos generais Moçambique tem, numa pergunta de insistência, na teoria inquisitiva, mas também farfalhuda, de que haveria oficiais das FADM envolvidos com os terroristas.
Atilado e circunspecto, está claro que o Major-General não lhe fez a vontade, e nem sequer lhe disse que essa pergunta significava proporcionar elementos de uma equação que poderia servir aos terroristas; noutras palavras, se teoricamente um general pode comandar uma divisão de 15 a 20 mil homens, respondendo à pergunta do amigo Brito, em Cabo Delgado poderia haver, algures, alguém a exercitar a aritmética para saber com quantos soldados o inimigo, que por acaso somos nós, faz a guerra.
Desta vez, sem o colete à prova de balas, o Brito Simango andou a disparar de forma desordenada. O que vale é que foi fogo amigo, que encontrou um general trajando um fato domingueiro, é verdade, mas hirto e sagaz que baste.
Mesmo assim, bula bula vai continuar a ver com prazer as reportagens do Brito Simango!

