Desta vez o riso foi barrado antes de sequer percebermos a piada. A verdade é que Bula-Bula, que até gosta de uma boa gargalhada, acha que o momento hilariante começou precisamente no Aeroporto Internacional de Maputo, de onde os três comediantes, um português, um brasileiro e um angolano, expediam “lives” para os seus pretensos admiradores, cá e lá, evidentemente.
O que fez Bula-Bula desatar às gargalhadas foi a autocomiseração infligida pelos próprios actores a si mesmos, como se o facto de terem beneficiado de um visto de turismo lhes desse o direito de vir para Moçambique tentar fazer rir um povo absorto nos seus próprios problemas e bazar.
Ademais, como se soube, os comediantes, mais para cómicos do que para humoristas, pretendiam chegar por aqui desatar a contar piadas que, muito provavelmente, nem as havíamos de achar graça e quase com certeza o coro de gargalhadas seria forçado, do tipo rirmos para sermos simpáticos com a visita.
A ideia subjacente era que, numa de jogada rápida, embolsavam o chorudo “cache” e desandavam de volta, sem nem mesmo pagar imposto ou taxa que nos tenha feito valer o incómodo.
Não tendo conseguido entrar em Moçambique, Bula-Bula aconselha o trio de saltimbancos a voltar ao bairro de Talude, em Loures, e contar as suas gracinhas àqueles que estão a ver as suas barracas demolidas. Pode ser que se riam à socapa, como Bula-Bula se está a rir até agora…(Fim)

