Bula Bula

O retorno do perdigoto

A Fénix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Com as devidas dissemelhanças, nós também temos uma ave desse jaez.

Na última quinta feira, o país testemunhou o renascimento da Perdiz-Mor. Afonso Dhlakama, que nos últimos meses esteve em parte incerta, deu a cara e registou-se tendo em vista o 15 de Outubro próximo. Já não era sem tempo…

O que apraz a Bula bula destacar – para além do próprio surgimento público do pai da democracia – é o facto deste se ter feito ladear por umas tantas beldades rigorosamente uniformizadas… a cena fez lembrar o líder líbio Muhammar khadaffi que também se fazia rodear de ninfas protectoras nas suas aparições públicas.

Dizem as más-línguas que no meio daquelas belezas esconde-se provavelmente a mãe da democracia… mas isso são as más-línguas!

Fontes de inspiração parecem não faltar ao líder da perdiz que já se comparou a Lula da Silva…  que só a quarta tentativa é foi lá!

O comércio já foi civilizador…

Thomas Hobbes (1588 – 1679) antecipou-se, há séculos, sobre o comportamento humano e sentenciou: Homo homini lúpus ou seja o homem é lobo do homem. A frase serve, que nem uma luva, na estória que Bula- bula testemunhou…

Sabe-se que os tempos são duros e que o homem para sobreviver é capaz de esquemas capazes de assustar os deuses; também sabe-se que a concorrência, a leal, sempre foi salutar e todos nós sabemos que quanto maior ela for, quem sai beneficiado é sempre o cliente.

Mas para se fazer concorrência de forma saudável, há regras comerciais e, sobretudo, atitudes ético-profissionais, ou se quisermos ético-empresariais que devem ser respeitadas. E, com certeza, uma dessas atitudes passa por não se destruir equipamento alheio ou outro tipo de material de propaganda do concorrente, como nos é mostrada nesta imagem, em que uma placa de uma empresa de telefonia móvel foi destruída, para, no seu lugar, se destacar uma sua concorrente.

O comércio é o grande civilizador. Trocamos ideias quando trocamos tecidos – já diziaIngersoll Robert. Parece que esse não foi o entendimento dos protagonistas da acção. Bula- bula sabe (Bula-bula é bem relacionado, não duvidem) que nenhuma das empresas aludidas deu instruções nesse sentido. A ideia, vergonhosa diga-se, nasceu numa mente pervertida – se calhar á custa de muito álcool – que entendeu vandalizar o cartaz amarelo e substitui-lo pelo vermelho.

A barraca em questão, por acaso, até vende produtos das três operadoras de telefonia móvel que operam na nossa pátria. O que não é certo, é destruir propriedade alheia. Aqueles cartazes custam mola. Isto faz lembrar o que acontece em tempo de campanha eleitoral. Uns destroem o material dos outros. Nada mais vergonhoso.

O espírito egoísta do comércio não conhece países e não sente paixão ou princípio excepto o do lucro, disseThomas Jefferson . Verdade verdadeira. O que não devia haver, é espaço para os lobos… Afinal, há espaço para todos, não é preciso descermos a actos tão bárbaros!

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