Bula Bula

No reino do faz de conta

Era uma vez um grupo de “Chapeiros” que decidiu fazer greve contra os clientes. Decidiram, depois de muito compulsarem, que não valia a pena transportar pessoas que, por muitas razões, preferiam apanhar transporte ligeiramente mais barato. Que não havia direito de fazerem semelhante sandice. Decisão tomada, decisão cumprida.

Guardaram os carros em lugares mais ou menos secos e frescos e, como sói dizer-se, partiram para a ignorância. A exigência agora era outra: que o Município tirasse de circulação os seus autocarros alegadamente porque estavam a ajudar os “traidores”.

Bula bulatem cá umas questões a roerem-lhe a pinha. Não era suposto cada um fazer o seu trabalho e o cliente escolher o que é melhor para si? É que não lembra ao diabo obrigar um passageiro a apanhar o transporte mais caro quando tem alternativas mais económicas…

Mas a lógica dos “chapeiros” de Inhambane é outra: as autoridades deviam retirar os seus autocarros e deixarem os passageiros a mercê da gula dos privados. Quer dizer, o Governo exonerar-se das suas responsabilidades para com os cidadãos… interessante!

O que Bula bula não consegue engolir –  por mais água que beba – é aonde foram buscar esse espírito de ditadores!

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