Bula Bula

Nem toda água é benta!

Água é sinónimo de vida. Não é à toa que o mundo anda com o credo na boca. Adivinha-se que a próxima guerra mundial será por causa deste recurso … é só vermos o que acontece, volta e meia, pelo globo, quando as águas decidem aprontar… quando não decidem escassear. Diz-se que é culpa do aquecimento global, entre outras coisas.

Pois bem, na B.O., onde se discute, entre outras coisas, a mola que sumiu (dívidas não declaradas), trava-se, em surdina, uma guerra interessante por causa de outra preciosidade… a água!

Bula-bula, que anda sempre antenado, viu que há ali um réu – por acaso um dos que tem gargalhada fácil – com uma lancheira super-segura: tem três cadeados. Aquilo desperta a atenção do mais distraído dos Homens.

Uma pulga – que as há ali em demasia – sussurrou que aquela cena da lancheira é apenas a ponta do iceberg; que havia, entre os arguidos, receio pelas próprias vidas. Que ali era cada um por si e Deus por todos.

Porquê?

Sem nenhuma resposta em carteira, Bula-bula reparou que os arguidos “não aceitam” a água oferecida pelo tribunal. Cada um deles anda com a sua garrafita a tiracolo. Quando os frascos ficam sequinhos – a canícula destes dias é de assar passarinhos – preferem “desenrascar” algumas gotas nas torneiras do pátio da BO.

Sendo verdade que a malta que está ali – pronunciada nos actos – anda a paredes- -meias com a Inteligência e outras coisas secretas, aquela atitude é de fazer qualquer um franzir o olho e cofiar a barbicha rala… o que será que eles sabem que nós outros não sabemos?

Por ora, enquanto a pulga não sopra nenhuma novidade, Bula-bula vai tricotando já que as sessões têm sido no mínimo inusitadas… está na hora de comprar um colchonete e uma tenda para as próximas noites, já que agora as madrugadas chegam enquanto se consigna tudo em acta pelo douto juiz da causa!

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