Bula-bula confessa que ficou estarrecido ao ouvir os argumentos de Rodrigo Saraiva que, precisamente por ser vice-presidente da Assembleia da República de Portugal, devia ter mais juízo e, por ser consultor de comunicação, devia conhecer o alcance das suas convicções quão apressadas quanto negligentes açoitadas em plena câmara.
Para não nos alongarmos, reproduzindo as sandices do deputado da Iniciativa Liberal que, por delonga da sua gestação, sequer tinha nascido quando se deu a Independência de Moçambique, Bula-bula rebuscou parte da justificação dada pelos liberais para votar contra a deslocação de Marcelo Rebelo de Sousa a Moçambique, “para as comemorações dos 50 anos da independência”, conforme carta rogatória.
À excepção dos 9 deputados liberais, os restantes 221 não se opuseram (incluindo, imagine-se, os 60 do Chega de André Ventura!) à vinda de Marcelo a Moçambique. Justificando a votação, o também antigo provedor de sócios de “Os Belenenses”, dos icónicos, imortais e moçambicanos irmãos Matateu e Vicente Lucas da Fonseca, o Saraiva da nossa história considerou que se mantém o “carácter repressivo e antidemocrático do regime moçambicano desde a ascensão de Daniel Chapo ao poder”. Leia mais…

