A deputada Judite Macuácua, do MDM, parece estar zangada com todos. Até com ela mesma. De cada vez que aparece a opinar sobre isto ou sobre aqueloutro destila raiva, tem propensão para uma repelência a tudo, como se o tudo, normalmente o que vem do Governo, fosse para combater cegamente e quase sempre sem critério.
Bula bula chega a pensar que esta veemência, este afã intenso, quase furioso, tem a ver com uma nova retórica de o MDM como oposição, agora com apenas 8 deputados do universo de 250. É possível que a estratégia de poucos, mas barulhentos e furiosos, seja aplicável nas claques de futebol, mas na política soa como ressentimento, mágoa e ressaibo, vá se lá saber por quê.
Eleita pelo círculo de Maputo, Judite Macuácua ainda deve ser, para além de deputada, a activista dos direitos humanos que bula bula conheceu, pois o azedume e a acidez com que abordou o informe do Presidente da República, na sua referência às manifestações pós-eleitorais, não enganam, a militância sobeja na impetuosidade, no frenesim.
Bula bula, que se importa muito com a saúde de todos os deputados, mas com a da deputada Judite em particular, acha que a mesma devia serenar os ânimos, quem sabe praticar uma aula de ioga para se acalmar e ver o lado bom das coisas, até porque é o que se espera de uma diaconisa, que transpareça tranquilidade e remanso. (x)

