Na semana que finda, com os moçambicanos menos endividados, as instituições da Bretton Woods, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial voltaram a dar ocasião a acalorados debates, quase todos com os mesmos protagonistas e, se calhar por isso, mais do mesmo, ou seja, com a mesma trilha sonora usada no “Diário de um Exorcista”, o mais pavoroso filme de terror brasileiro.
A impressão com que Bula-Bula ficou, depois de ouvir um ilustre exorcista de contas, renomado economista, doutor de muitos e extraordinários diplomas, entre os quais o da prestigiada Universidade de Oxford, foi de que a “descoberta” do Banco Mundial, de que Moçambique era o segundo país mais pobre do mundo, devia impressionar- -nos, apavorar-nos e intimidar-nos tanto quanto o “Diário de um Exorcista”.
Em vez disso, Bula-Bula preferiu recordar-se de Sérgio Vieira, de quem foi amigo, e lembrar-se de que o mesmo tinha uma opinião peculiar, evidentemente que talhada na sua personalidade crítica, em relação às instituições da Bretton Woods.
Pensava o amigo Sérgio, de quem Bula-Bula até discordava de alguns outros seus pontos de vista, que o Banco Mundial e o FMI limitavam a autonomia financeira dos países em desenvolvimento.
Evidentemente que esta é mais uma constatação de Sérgio Vieira, cujo valor e crédito Bula-Bula considera, e reputa, pelo facto de o dito ter estado no grupo de aproximação de Moçambique às referidas instituições, quando foi do Programa de Reabilitação Económica encetado em 1987, do qual muitos se esqueceram ou sequer dele tiveram ciência. Leia mais…

