TEXTO DE NEYMA DE JESUS
É filha de uma família que respira música, razão pela qual aos nove anos passou a envolver-se na área. Na adolescência, por volta dos 14 ou 15 anos, começou a ir aos palcos, a fazer coros. Aos 19, já entrava como solista.
Essa é Xixel Langa, uma artista que cresceu rodeada de sons, ritmos e histórias que moldaram o seu caminho artístico. Entre prémios, nomeações e digressões em palcos nacionais e internacionais, está há mais de duas décadas a construir uma carreira que dialoga com as raízes moçambicanas.
Apaixonada pelo afrojazz, leva consigo o tradicional para os grandes palcos, não apenas na voz, mas também na performance, na indumentária e na essência do que apresenta ao público.
Xixel apresenta uma imagem (indumentária e presença) com referências culturais muito fortes. Como é que construiu essa estética?
Não tem segredo nenhum. Na verdade é sobre quem eu sou e o que eu significo aqui, nesta terra. Nasci de uma família de artistas. E dentro dessa arte existe criatividade. O meu pai fez belas artes, a minha mãe era executiva na área comercial. E são esses dois pontos que uso. Junto a arte e o negócio… A indumentária é que conta, porque ela traz a história e traz a nossa espiritualidade.
Nós temos um cabelo crespo, é o único no mundo que fica em pé, na direcção ao sol, a Deus; é a nossa força. A nossa forma de vestir é a mais fashion, a nossa cor e tudo… são aspectos que vendem, então há que aproveitar e fazer acontecer. Leia mais…

