TEXTO DE REGINA NAETE
Numa tarde de conversa descontraída e inspiradora, foi lançada na quarta-feira finda a nova versão de “Ualalapi”, em banda desenhada e na versão em língua inglesa, na Livroteca, em Marracuene, província de Maputo.
Entre risos e troca de aspirações, desdobrava-se a história por detrás da recriação de um dos melhores romances do século XX, publicado pela primeira vez em 1987. Ela constitui um marco incontornável na história que remonta ao período colonial e que venceu o Grande Prémio de Ficção Narrativa Moçambicana, integrada desde 2002 à prestigiada lista dos 100 melhores livros africanos daquela época, destacando-se pela profundidade histórica e pela força literária.
Na editora Trinta Zero Nove, fundada por Sandra Tamele, que orientou alguns dedos de conversa, o autor da obra, Ungulani Ba Kha Kossa, relembrou com palavras características que demonstravam e transmitiam a alegria de mais uma missão cumprida, a inspiração que o levou à produção do livro na sua primeira edição. “Tudo começou quando fui transferido para trabalhar em Niassa, numa escola que tinha nome de Ngungunhane. Mas, aquilo não fazia parte daquela província. Percebi que muitos de lá não conheciam a história do país, então depois de vários outros episódios já ia surgindo a ideia de escrever um livro”, rebuscou na memória.
“Ualalapi” reconta a história do imperador Ngungunhane e sua resistência aos portugueses no século XIX. Foca na figura do guerreiro Ualalapi, um dos personagens enviado para matar o rei Mafemane. Explora temas como a tirania, o conflito de identidade précolonial versus colonial e o resgate da memória histórica através de uma narrativa épica, intercalando ficção com fragmentos de documentos coloniais. Leia mais…

