Artes & Letras

Poesia como “arma” de Craveirinha

O Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, afirmou recentemente que Craveirinha, o poeta-mor de Moçambique, fez da literatura e da poesia sua arma de luta 

contra a dominação e opressão contra o colonialismo português.

O estadista moçambicano enalteceu as obras de Craveirinha durante o lançamento em Maputo das obras inéditas “Vila Borghesi e outros Poemas de Viagem” e “Tâmaras Azedas de Beirute”, do falecido poeta moçambicano.

Ainda de acordo com o Chefe do Estado, a literatura de Craveirinha despertava consciências e reforçava o sentimento de libertação interior, passo que considera importante para quem abraçava o nacionalismo. “Esta atitude de militante pela causa de liberdade, justiça e igualdade no seio de homens e mulheres deste planeta, valores que só podiam ser alcançados com a independência de Moçambique, fizeram de José Craveirinha vítima do regime colonial. Por isso, tal como muitos outros nacionalistas do seu tempo, sofreu as sevícias da sanguinária e tenebrosa polícia política portuguesa” referiu.

O estadista acrescentou que o lançamento das duas obras representa de forma inequívoca, que Craveirinha é um poeta cuja obra transcende o seu próprio ciclo de vida, não só pelo conteúdo transversal e multidisciplinar dos seus escritos, mas também, e sobretudo, “pelo fôlego criador a que nos habituou desde o inicio da sua carreira no histórico jornal “O Brado Africano”.

O Presidente da República referiu ainda que a carreira do poeta da Mafalala resultou num extenso acervo que enriquece a História de Moçambique e, de forma particular, o nosso género literário, sobre o qual escolas e universidades se debruçam, no país e no estrangeiro.

Para a publicação das obras do falecido poeta, a família Craveirinha contou com o patrocínio exclusivo do Fundo para o Desenvolvimento Artístico e Cultural (FUNDAC).

Neste âmbito, Maria Ângela Khan, presidente do Conselho de Administração do FUNDAC, referiu que “a obra de José Craveirinha é intemporal e de carácter universal”

Ressalvou que a obra enquadra-se no “tempo sem balizas” e “no mundo sem limites”, levando-nos “a percorrer com os nossos sentidos e sentimentos as diferentes etapas da nossa maneira de ser e de estar como moçambicanos desde as dores e vilipêndios da colonização ao esperançoso e resoluto caminho para a liberdade”.

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