“Mirante do Zambeze” é a proposta em livro de Sauzande Jeque, homem nascido na província de Tete, há sete décadas. Casado e pai de sete filhos, é jornalista reformado da Rádio Moçambique, instituição onde laborou durante 44 anos e onde começou, há muitos anos, a usar a sua voz para falar do que ia bem, do pitoresco, mas também do que ia mal no meio onde se movimentava.
A cerimónia de lançamento do “Mirante do Zambeze” teve lugar, há dias, no Centro Cultural Português em Maputo e a apresentação esteve a cargo de Fárida Costa, antiga colega do escriba na RM.
O livro é uma colectânea de crónicas que, de um modo particular, marcaram os ouvintes da rádio, sobretudo por serem ricas, simples e com humor refinado, trazendo, muitas vezes, o retrato vivo de Tete e do quotidiano nacional. Entre memórias de um tempo de boatos, de homens que “travavam a chuva”, de ausências como a inexistência de bombeiros ou de parques de diversão, o autor revela como a crónica pode transformar o instante em herança colectiva.
Na antecâmara do lançamento do livro, tivemos dois dedos de conversa com o autor do livro, que não hesitou em confessar que a Editora Fundza deu forma a um velho sonho de juntar os textos e publicar em forma de livro.
Contou-nos que depois de trabalhar em Tete desde 1975, teve o privilégio de conhecer todas as províncias de Moçambique, tendo trabalhado cinco anos em Nampula entre 1993 e 1998. Leia mais…

