Artes & Letras

Moreira Chonguiça é marca de vinho

Texto de Frederico Jamisse

Moreira Chonguiça consta desde a última quarta-feira no quadro do turismo cultural, mundial, como marca, através da assinatura de um trato que permite a criação de uma linha de vinhos com seu nome.

O acto teve lugar na cidade de Cabo, na loja/galeria da designer Carrol Boyes e teve o testemunho de empresários, Cônsul de Moçcambique, Amélia Zandamela, e de Angola, Apolinário Pereira.

Associando-se a outros dois nomes africanos de destaque, Carrol Boyes (renomada criadora sul-africana), e Nadir Tati (estilista angolana), Moreira Chonguiça relança o ciclo de cooperação entre os três países, Moçambique, Ángola e África do Sul.

Nadir Tati, assina pelos vinhos que serão comercializados em Angola, enquanto Carrol Boyes, empresta a sua assinatura pelo vinho que será comercializado na África do Sul.

Dirigindo-se aos presentes, Craig Ludwing, gestor do escritório da Carrol Boyes, local onde decorreu a apresentação dos vinhos, enalteceu o acto e explicou  com brevidade o que tem sido a actividade da Carrol Boyes.  “Celebramos a colaboração conjunta de Carrol Boyes e loja  Maria´s   e estilista Nadir Tati, de Angola,  e Moreira Chonguiça de Moçambique, para o lançamento  de uma gama de vinhos – uma fusão maravilhosa e emocionante de música, arte, moda e  vinho.
Carrol Boyes é uma icónica designer  sul –africana. Fundada em 1989, Carrol Boyes  é uma organização de arte  dinâmica transbordando de criatividade e talento.  A empresa projecta, fabrica e distribui uma grande variedade de metais,  artigos para  brindes, talheres e produtos de mesa.  A gama de produtos meticulosamente trabalhada na Carrol Boyes abrange mais de 1.000 itens.  Metais de marcas e materiais incluem estanho, alumínio repuxado e fundido, aço inoxidável,  madeira, couro, cerâmica, vidro e tecido”, explicou.

CarrolBoyes Art tem 27 lojas independentes na África do Sul, incluindo aeroporto Oliver Thambo. A sua distribuição mundial se espalha em  mais de 31 países da África, América do Norte, os Estados  Unidos, Europa, Ásia-Pacífico, Escandinávia, Austrália, Nova Zelândia e Médio Oriente.

O Governo vai sempre apoiar iniciativas desta natureza

–  Amélia Zandamela, Cônsul de Moçambique em Cape Town

O produto lançado assim como seus mentores  encontram em Moreira Chonguiça um parceiro forte porque ele  goza de um carinho especial em todas idades. Moreira goza de carisma e respeito. O Governo moçambicano está sempre ao dispor para apoiar no que for preciso para o sucesso desta parceria. E Moreira nunca se esqueceu do lugar onde ele aperfeiçoou ainda mais o saxofone, nunca se esqueceu do seu consulado, o que é positivo “.

Reúne artistas que nos dignificam

-Apolinário Pereira, Cônsul de Angola em Cape Town

O vinho reúne prestigiantes  homens da cultura e não só.  Os protagonistas desta obra  são conhecidos e respeitados pelo seu engenho. E o grande mérito desta iniciativa reside no facto de unir cada vez mais os povos dos três países.

A cultura é a identidade de um povo

– Moreira Chonguiça

Moçambique como país vive  um momento muito importante. Está na moda por causa do gás, petróleo e outros minérios. Mas não podemos esquecer que  a identidade de um povo está  na sua cultura que é a coisa mais dinâmica. Estar com a Nadir Tati, Carrol Boyes, só nos faz ficar mais fortes como africanos e como cidadãos do mundo. A música não tem fronteira e a arte é dinâmica. Com esta assinatura abrimos mais uma frente entre os três países. Vamos ter um vinho de classe para Moçambique e a Carrol Boyes poderá estar presente no mercado moçambicano”.

É mais uma forma de dignificar África

– Nadir Tati, estilista angolana

Existe uma força que se chama motivação. Este trabalho une três pessoas profissionais e essa junção já está a funcionar. Cada um conhece melhor a sua área e hoje temos a resposta através da propdução do vinho com suas assinaturas e que orgulhamente será comercializado nos nossos países. Várias vezes falei com jovens que dizem se inspirarem em mim. E acredito que esta produção de vinhos que estarão nos três mercados, poderá ser uma nova forma de dignificar e fortificar a nossa África.

 

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