Artes & Letras

Luís Cezerilo retrata questões prisionais em livro

"Um olhar para as janelas da esperança" é o título do livro lançado recentemente em Maputo. Da autoria de Luís Cezerilo e lançado sob chancela da Alcance Editores, a obra retrata o  crime, a pena e a punição, a prisão preventiva, a reincidência, as penas alternativas, a reabilitação do recluso, a segurança e a liberdade, no contexto moçambicano.

Em  216 páginas, Luís Cezerilo percorre o mundo prisional numa perspectiva de esperança, numa obra que é uma compilação de ideias sobre o sistema prisional moçambicano estruturado de forma a reconhecer as suas próprias limitações, para desenvolver e melhorar a capacidade crítica com perspectivas de novas abordagens.

Trata-se de um levantamento minucioso de questões e dados de vários estabelecimentos prisionais, realizado nos últimos anos, retratado em fotografias, gráficos e tabelas, com abordagem sobre questões de trabalho em áreas técnico-profissionais.

“A obra "Um Olhar Para as Janelas da Esperança" é um bom livro e vem contribuir para o enriquecimento das artes literárias do país. É com grande orgulho que a mcel decidiu associar-se a esta iniciativa literária, afirma o director de Marketing e Vendas da mcel, Benjamim Fernandes.

Segundo Benjamim Fernandes, a iniciativa da operadora enquadra-se nas suas acções de responsabilidade social, que têm incidido principalmente sobre as áreas do desporto, saúde, cultura, entre outras.

Luís Cezerilo, autor, diz que  a obra é uma tentativa de falar de prisões, quiçá seja a metalinguagem da própria prisão que no autor habita: "A nossa missão reside em reflectir sobre o presente, perspectivando o futuro. É óbvio que este é invisível, podendo apenas ser imaginado, mas talvez seja possível sonhar que ele está próximo", sublinhou.

A Ministra da Justiça Benvinda Levi fez a apresentação do livro tendo dito  que "o autor apresenta críticas sobre aspectos menos bons e que afectaram o Sistema Prisional, bem como aponta rumos para uma reabilitação e reinserção do condenado assente na humanização da pena".

"Trata-se de uma das raras senão pioneiras abordagens no país, sobre matérias que compõem o mundo hermético que são as questões penitenciárias e como tal, a publicação deste livro merece ser saudada e encarada como um passo importante para a superação de uma cultura penitenciária ainda bastante enraizada no nosso sistema jurídico herdado. Um sistema que elege o encarceramento como forma principal de controlo social, assente no pressuposto de que a criminalidade pode ser enfraquecida tão só com o agravamento das penas e com a severidade da execução das sanções", disse Benvinda Levi.

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