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GILBERTO MENDES E OS 30 ANOS DO “GUNGU”: Criámos uma nova forma de fazer teatro

Carlos Gilberto Mendes (56 anos) faz parte do selecto grupo dos seres humanos que acreditam e seguem os seus instintos. Em 1992, no meio a uma temporada, Gilberto Mendes decidiu abandonar a Companhia de Teatro Mutumbela Gogo e fundar a sua, que viria a ser conhecida como Companhia de Teatro Gungu. Pouca gente colocou fé no seu desejo e nas suas convicções. Dos que acreditaram, figura a sua mãe, que inclusive lhe ofereceu dinheiro para fazer os primeiros investimentos. De resto, choveram críticas e negações contra o sonho de um homem que sentia no fundo do seu ser que havia uma luz no fundo do túnel. E caminhou tão bem que hoje a sua companhia celebra 30 anos de existência.

Mais de 90 peças de teatro criadas ao longo do tempo, centenas de actores na extensa lista dos que já pertenceram ao Gungu, reconhecimentos internacionais e orgulho de quem dorme o sono tranquilo de saber que fez a escolha certa, o de abandonar o conforto de um emprego para seguir o seu próprio caminho. Na esteira dos 30 anos, Gilberto Mendes abriu o seu arquivo, rebobina a memória e conta as histórias e as mazelas pelas quais passou. Fora isto, prepara uma festa, das grandes, a arrancar no dia 10 do corrente mês, com a peça “Os Segredos Femininos”. A seguir, mais surpresas preparadas por aquele que hoje, sem reserva, afirma que redimensionou o teatro nacional!

SAIR DO AC PARA UM ARMAZÉM

A Companhia de Teatro Gungu fez 30 anos de existência. Passado esse tempo, sente que o mote de ter criado este projecto valeu a pena?

Valeu a pena por tudo quanto se fez. Noventa e seis peças de teatro e dentro de pouco tempo vamos celebrar a centésima. Não foram peças que passaram despercebidas, marcaram o imaginário dos moçambicanos que puderam assistir. O mote era criar uma indústria de dramaturgia que não está atingido a 100 por cento. Sempre criámos peças de teatro enquanto lugar para nos inspirarmos. Todas as peças foram criadas olhando-se para a possibilidade de serem adaptadas para a sétima arte… por isso decidimos criar a Gungu TV, que era para fazermos a nossa pequena “Globo”. Esta meta ainda não foi atingida porque os custos de produção são completamente distintos. Leia mais…

TEXTO DE BELMIRO ADAMUGY E PRETILÉRIO MATSINHE

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