Artes & Letras

Empreendedores moçambicanos em formação na Nigéria

Três jovens moçambicanos   estão  em Lagos- Nigéria, onde  participam em uma formação sobre Empreededorismo.  São eles Andreia Denise Abreu, Vicente Matsinhe, e Haider Weng.

Os moçambicanos foram apurados de um conjunto de 20.000 (vinte mil empreendedores), concorrentes, em representação de cinquenta e dois países africanos.

Destinado a países africanos, o concurso vai seleccionar anualmente, durante dez anos, 1000  jovens empreendedores africanos para beneficiarem de formação e financiamento dos seus projectos.

O dinheiro, cem milhões de dólares americanos, é disponibilizado pela Fundação Tony Elumelu para o projecto de dez anos denominado TEEP – Programa de Empreendedores Tony Elumelu. Ao longo dos dez anos serão formados e financiados dez mil empreendedores africanos.

A selecção desses mil empresários aproxima-nos do nosso objectivo final  para conduzir a transformação económica e social da África a partir de dentro e de intensificar radicalmente a criação de emprego em África. Embora eu nunca tenha conhecido  ou falado com qualquer um dos vencedores, estou confiante de que, devido ao processo de critérios rigorosos de selecção, esses empreendedores são a esperança da África para o futuro. Vou continuar a investir  a minha experiência, tempo, influência e recursos para vê-los a ter sucesso. Estou a embarcar nesta viagem com esses empreendedores esperançoso e inspirado”, afirma o Milionário nigeriano Tony Elumelu que é igualmente accionista do banco UBA.

EMPREENDEDORES ESPERANÇADOS

ESTOU A FAZER O QUE O MEU PAI GOSTAVA

– Haider Weng, 28 anos

Haiderestá a desenvolver um projecto de plantas medicinais. “Estou muito feliz por ter sido seleccionado. O meu projecto tem a ver com algo que meu pai gostava. Agricultura. É um sistema de processamento de plantas medicinais, caso da Moringa que é uma planta útil para saúde.

Mesmo consciente do consumo da Moringa pela sociedade moçambicana, Haider pretende criar rótulos e outra forma de conservação do produto.“Portanto, a Moringa em forma de Xarope, misturada no Trigo e em outros vários alimentos. Eu ví o concurso TTEP através do email de um amigo jornalista e concorri”.

QUERO PRODUZIR TRÊS TIPOS DE MORANDO

– Andreia Denise Abreu, 32 anos

Andreia é uma jovem que aposta na agricultura, área que pretende dar seguimento e exportar os produtos quu irão resultar do seu trabalho.

Não trabalho, presentemente estou focada no meu projecto que é de produção de cereais, na especialidade de Morango. Estou a desenvolver a técnica para produzir três tipos de Morango”

Andreia afirma que a sua aposta centra-se no facto de Morango ser útil para a saúde.“Como sabem, Morango é muito bom como Fitoterapêutico e é anti-oxidante. Tenho espaço de quase seis hectares, cedido por um amigo. Vou fazer a produção por terra e a hidropônica (estufa). Ví o concurso através do jornal notícias”.

ESTOU A TRABALHAR EM COMUNICAÇÃO UNIFICADA

– Vicente Matsinhe, 38 anos

Vicente apaixonou-se pela Informática na CIUEM- Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane. Um dos impulsionadores para essa paixão foi o professor Américo Muchanga. Desde então, não mais parou.

Ví o concurso através das redes sociais, concretamente o Linkedin. Antigamente eu trabalhava numa firma. Depois comecei a desenvolver o meu próprio projecto que é a comunicação unificada. É um sistema que permite capitalizar a comunicação, por exemplo dentro de uma instituição poupamos muito no que concerne ao investimento em muito material tecnológico, pois usamos uma plataforma unificada”.

Em relação ao concurso, Vicente afirma: “Tenho a dizer que estou feliz por ter sido seleccionado depois de doze semanas de interacção no grupo do concurso”.

 

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