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ELCIDES CARLOS: Tenho a sensação de nunca estar sozinho

É formado em Física Educacional pela Universidade Eduardo Mondlane. Leccionou as disciplinas de Estatística Geral e Física no Ensino Técnico-Profissional, durante 12 anos e agora ensina guitarra africana na Escola de Comunicação e Artes da UEM, mas a guitarra e a música sempre reclamaram um espaço. O resultado está à vista… tocou com vários músicos, entre nacionais e internacionais, a destacar Hugh Massekela, Manu Dibango, Oliver Mutukudzi, Jimmy Dludlu, Moreira Chonguiça, Chude Mondlane, João Cabral, Hortêncio Langa, Zena Bacar, Xixel Langa, Isabel Novela, Orlando da Conceição e António Prista. Participou em diferentes festivais: “Mozambique International Jazz Festival”, “Moments of Jazz”, “Festival Nacional da cultura”, “Festival de Jazz Moçambique Itália”, Umoja – cultural Flying Carpet (Noruega), “Benguela Jazz Festival” (Angola), Changdu International Sister Cities Youth Music Festival (China), Cape Town International Jazz Festival (RSA), só para mencionar alguns. Agora, no culminar de mais uma etapa da estrada que se adivinha longa, apresenta-nos, no dia 27 no auditório do BCI, o disco “Sense of Presence”, uma proposta que vai dar “barulho”… é que a música de Elcides Carlos fala como gente grande!

Podemos começar com a tradicional pergunta: Como a música entrou na sua vida?

A música sempre esteve presente no seio da minha família. O meu pai era um grande apreciador de música e coleccionador de discos de vinil. Mesmo antes de frequentar a escola primária, recordo-me nitidamente dos serões de domingo ao som das músicas de James Brown, Martinho da Vila, Manu Dibango, Soul Brothers, Fanny Mpfumo, entre outros sons. Ainda em tenra idade, sem noção dos dias de semana, eu já me sentia alguém feliz porque sabia que haveria sempre um dia especial ao longo da semana em que o meu pai iria tocar parte da sua colecção de vinil. Leia mais…

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