Artes & Letras

DJAVAN vem cantar para namorados

O músico brasileiro, Djavan, será a figura de cartaz em dois concertos a acontecerem em Maputo. Os mesmos terão lugar nos dias 14, no pavilhão da Universidade A politécnica, e 16 de 

Fevereiro, no Parque dos Continuadores.

Organizados pela Boa Música, os concertos cujo início está marcado para as 20h30, têm como finalidade proceder ao lançamento do mais recente álbum do compositor brasileiro, intitulado “Rua dos amores”. Será  igualmente ocasião para encantar os namorados, a propósito do dia de São Valentim que se assinala a 14 de Fevereiro.

A propósito dos concertos, o jornal domingoentrevistou em exclusivo, o músico brasileiro.

 

Djavan, primeira vez que virá a Moçambique….

Na verdade é um desejo meu antigo. E estou ansioso por vir cantar e ver esse povo maravilhosos de que tanto se fala.

 

O que se pode esperar, visto que virá a uma plateia que o ouve e com muito gosto?

Devem esperar um espectáculo lindo, cheio de energia e no qual eu danço bastante.

 

Sua carreira remonta há vários anos e são tantos os  discos lançados. Que tipo de espectáculo pode esperar a plateia moçambicana?

Ora, diria que há muito por cantar. Mas já há um desenho do que será usado no concerto, até porque temos estado a cantar uma estrutura composta por seis a sete músicas do novo disco e o resto é o clássico que mistura músicas de outros discos.

 

É um espectáculo dinâmico…

É sim. Já implementamos aqui no Brasil, na Argentina e a participação do público em muito contribui. Aliás, ouvi dizer que Moçambique tem um povo com certas características aos brasileiros. Isso por si é motivador.

 

A propósito do dinamismo, chegou a parar um pouco na sua carreira?

Eu não páro. O que fiz foi parar de compor durante quatro anos pois queria lançar um disco onde toco a música de outros autores.

 

Djavan, há rumores que apontam para um passado seu africano. Qual é o seu comentário?

Até pode ser que tenha ancestralidade africana. Aliás, deixe-me dizer que  vivi na Grécia, Egipto, Peru, Espanha. Portanto, tenho pedaços de muitos países, mesmo os não africanos. E pode ser que tenha vivido em Maputo(risos).

 

A sua vinda a África é o retorno às raízes?

Devo dizer que é um sonho para mim. Portanto, haverá uma troca, na qual a plateia me assiste e eu piso o solo africano que sempre quis.

 

Djavan, a música é dinâmica. Sei que Caetano Veloso, Maria Bethânia, Chico Buarque, Martinho da Vila entre outros, preservam a sua linhagem. Como vai esta tendência de universalizar a música?

 A música que essa gente toda que você mencionou faz é original, vem de dentro. E Brasil é um continente, obviamente sofre influências de vários pontos, americanos, africanos, europeus. O Brasil é um caldeirão cultural, tal como é o seu povo. A cada momento surge outro artista que vem desta inovadora geração. O mais importante é sabermos preservar o que cantamos. Temos de reciclar os valores e seguirmos em frente.

 

A sua música em particular, pela característica típica, tem exercido influências nos principiantes?

A minha música tem ajudado outros jovens que estão a desenvolver na música. E a propósito disso digo que com estes concertos ganhamos reciprocamente. Ganho eu, ganha a Boa Música e os espectadores.

 

Em termos de apetência musical, o que lhe move?

Eu gosto da novidade e a arte tem que desenvolver buscando sempre novidade. Isso me motiva a prosperar.

 

Rua dos amores é disso exemplo?

Sim. O disco Rua dos amores é novidade na escrita, novidade na melodia e no gosto.

 

Sei que será acompanhado por uma banda com a qual não toca há 15 anos. O que se espera?

Sim. Vou tocar com eles. São uma banda bastante experiente. Somos oito músicos com maturidade necessária para tocar e agradar a plateia.

 

Pode dizer quem são?

Com cenário e direção de arte de Suzane Queiroz, lighting design de Binho Schaefer e figurino de Roberta Stamatto, vão me acompanhar os seguintes membros: Carlos Bala (bateria), Glauton Campello (teclados e vocal), Jessé Sadoc (flügel horn e trompete), Marcelo Mariano (baixo e vocal), Marcelo Martins (flauta, saxofone e vocal), Paulo Calasans (teclados) e Torcuato Mariano (guitarras e violões).

 

Diga algumas músicas que fazem parte do repertório.

No repertório, os novos sucessos “Bangalô”, “Pecado”, “Já não somos dois”e “Ares sutis”, além das clássicas“Flor de lis”, “Meu bem querer” e “Samurai”, dentre outras.

 

 

QUEM É DJAVAN?

Djavan Caetano Viana nasceu a 27 de Janeiro de 1949. Cantor, compositor, produtor musical e violonista, Djavan é uma referência incontornável na música brasileira.

As músicas de Djavan são conhecidas pelas suas cores.  Ele retrata em suas composições a riqueza das cores do dia-a-dia e utiliza elementos em construções metafóricas  de maneira distinta dos demais compositores. Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Entre seus sucessos musicais destacam-se, “Seduzir”, “Flor de lís”, “Pétala” “Se…”, “Eu te Devoro”, “Açaí”, “Segredo”, “A Ilha”, “Faltando um Pedaço”, “Oceano”, “ Esquinas”, “Samurai”, “Boa noite”,  e “Acelerou.

O seu mais recente álbum intitula-se “Rua dos amores” e será a base dos concertos a terem lugar em Maputo.

Em termos de discografia, Djavan já lançou os seguintes discos: 1976 – “A voz, o violão, a música de Djavan”;
1978 – “Djavan”;
1980 – “Alumbramento”;
1981 – “Seduzir”;1982 – “Luz”;1984- “Lilás”; 1986 – “Meu lado”; 1987 – “Não é azul, mas é mar”;1989 – “Djavan”;1992 – “Coisa de Acender”;1994 – “Novena”; 1996 – “Malásia”;1998 – “BichoSolto”;1999 – “Ao Vivo”;2001 – “Milagreiro”;2004 – “Vaidade”; 2005 – “Na Pista”; 2007 – “Matizes”; 2010 – “Ária”; 2012 – “Rua dos Amores”.

 

 

 

 

 

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