Artes & Letras

Boa comida depende da mão, não do tempero

‒ defende Rehema Omar, uma das cozinheiras mais premiadas de Moçambique

Encontrámo-la em Maputo, no “take away” Taka Taka, explorado pela filha. Estava a relaxar depois de uma jornada de preparação e o respectivo servir do almoço, cujas ementas eram pratos típicos da baía de Pemba, província de Cabo Delgado. Sorriso contagiante, tal como a magia dos seus pratos que vistos de perto nos põem a salivar, ela é exemplo de uma mulher guerreira. O seu nome é Rehema Omar, natural de Balama, Cabo Delgado. Veio ao mundo a 28 de Novembro de 1970.

Teve uma infância atribulada por ter perdido os pais muito cedo. “Fui criada pela minha irmã mais velha. Perdi os meus pais muito cedo e, graças a Deus e à minha irmã, hoje tenho estas mãos de fada que me permitem cozinhar para ganhar a vida”.

Em busca da vida, Rehema decidiu pegar nas panelas e começou a cozinhar. “Comecei a vender comida na rua. O meu prato custava 75 Meticais. Um dia, o então Governador de Cabo Delgado José Pacheco, que gostava de jogar ténis, vinha do jogo e viu-me. Perguntou às pessoas quem era aquela senhora que vendia na rua, mas com tantos clientes. Responderam-no e depois falou comigo perguntando como poderia ajudar e se poderia vir re- ‒ defende Rehema Omar, uma das cozinheiras mais premiadas de Moçambique presentar, em Maputo, a província de Cabo Delgado”, explica Rehema. Leia mais…

Texto de Frederico Jamisse 

frederico.jamisse@snoticicas.co.mz

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