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FISCALIZAÇÃO ECONÓMICA: INAE vai intensificar fiscalização dos preços

Por admin

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) vai intensificar a fiscalização dos preços no mercado a nível nacional durante a quadra festiva que se aproxima. O director das operações de educação daquela instituição, Ali Mussa, em entrevista ao nosso jornal, explicou que a acção enquadrase num leque de actividades que o INAE irá levar a cabo para que o cliente não seja prejudicado.

Dados apresentados recentemente
pelo Instituto
Nacional de Estatísticas
indicam que
houve agravamento
de preços em Setembro último
na ordem dos 2,71 por cento.
Da inflação mensal por produto,
há que destacar a subida em
produtos básicos como arroz,
amendoim, farinha de milho, detergente
em pó, óleo alimentar,
galinha, entre outros.
A subida de preços deve-se,em grande parte, à crise económica
mundial, acompanhada
pela depreciação do metical. Esses
factores preocupam o INAE,
que acredita que os comerciantes
podem-se aproveitar desse
fenómeno para agravar os preços
e lesar o consumidor durante
a quadra festiva que se avizinha.
“Seremos implacáveis na fiscalização
de preços, porque
o Governo percebeu que os
comerciantes têm o hábito de
vender os seus produtos sem
fixar os preços e extorquir os
compradores”.
O representante do INAE esclareceu
que durante a quadra
festiva haverá equipas no terreno
que vão fiscalizar, a nível
nacional, a fixação de preços
na moeda nacional de forma a
não haver aproveitamento dos
comerciantes. Reconhece que a
importação dos produtos é feita
em diferentes países, implicando,
desta forma, a aplicação de
variados preços. “Nestas condições
actuaremos com mais
intensidade no cálculo da
margem de lucro, porque o
objectivo é encontrar um preço
que seja justo para as duas
partes”.
Noutro desenvolvimento,
Mussa disse que durante a quadra
festiva o INAE não vai tolerar
açambarcamentos, prometendo
aplicar sansões às atitudes premeditadas
pelos agentes económicos.
Acrescentou ainda que se
se descobrir esse tipo de prática,
para além de o INAE aplicar uma
multa, vai também fazer com
que o comerciante reduza o preço
do produto em causa.
Para combater açambarcamentos,
o INAE vai desenhar
uma estratégia de actuação a
nível nacional, da mesma forma
que vai emitir um comando
através do sistema de teleconferências.
Vai igualmente reforçar
o seu efectivo com inspectores
provenientes doutras instituições
com domínio de dispositivos
legais.
Produtos fora
de prazo? Os
comerciantes são
culpados
Mussa disse que o aparecimento
de produtos fora de
prazo é culpa dos agentes económicos
desorganizados nas
suas instituições. A nossa fonte
confidenciou-nos que os donos
dos supermercados colocam
um número elevado de produtos
nos armazéns sem o devido
controlo do prazo de validade
dos mesmos. “A ideia de first
to in, first to out acaba não
sendo observada e produtos
como mayonnaise, iogurtes e
leites são os mais problemáticos”.
Por conta disso, o INAE
vai disponibilizar equipas no
terreno, sobretudo no mês de
Dezembro, para a fiscalização
constante dos supermercados.
Se forem descobertos produtos
fora de prazo, acrescenta a nossa
fonte, o INAE vai sancionar.
Para já, aquela instituição quer
um atendimento adequado ao
cliente, da mesma forma que
exige que se disponibilizem
mais informações sobre os produtos
vendidos.
“É a defesa do consumidor,
ele deve comprar um produto
com garantias, conhecendo
os seus riscos e sabendo
como usá-los. As situações
em que os donos das lojas
dizem não aceitar devolução
são crime, vamos actuar
nesse sentido”, concluiu a fonte,
que defende uma informação
detalhada e verdadeira para o
consumidor.

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