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Pele de cabrito, vaca e crocodilo dá dinheiro

Por admin

O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), através da Direcção Nacional de Veterinária (DNAV) está a estimular os estabelecimentos de abate de cabritos, bois e crocodilos a darem um tratamento adequado às peles destes com vista a conferi-los valor comercial, pois estas podem constituir uma forma de arrecadação de divisas para o país.

A iniciativa da DNAV resulta do facto de se estar a ser constatado que há uma crescente procura de peles no mercado externo, com destaque para África do Sul, União Europeia, Hong Kong, China e Namíbia, mercados que exigem que este produto seja tratado adequadamente e conservado em sal e outros produtos químicos de modo a conferir maior qualidade.

domingoapurou que de 2014 a 2016, o país arrecadou cerca de dois milhões de dólares americanos resultante da exportação das peles de cabrito, vaca e crocodilo, dos quais mais de 763 mil dólares resultaram da exportação da pele do crocodilo.

Dados em nosso poder indicam que durante este período de dois anos, foram exportadas cerca de 11 mil unidades de peles de crocodilo para seis países, incluindo a Espanha, Itália e Portugal e a maior quantidade foi exportada para a África do Sul, seguida de Japão e Coreia do Sul.

Para maximizar as exportações, a DNAV tem apoiado na criação de indústrias moçambicanas de curtume para o tratamento e processamento das peles e mobiliza entidades públicas e privadas nacionais com potencial para a sua inscrição no sistema de Trade Control and Expert System (TRACES) que regula o negócio a nível internacional. Conforme apurámos, um dos potenciais exportadores de peles é o Matadouro Municipal de Maputo que foi inscrito, recentemente, no Sistema TRACES.

Por outro lado, aquela direcção nacional está igualmente a divulgar as técnicas de processamento da pele ao nível dos estabelecimentos de abate de ruminantes para que estas sejam de domínio dos criadores e extensionistas.

Ainda no âmbito da dinamização de exportação, está em fase de preparação da instalação de uma unidade de processamento de peles em Maputo, que numa primeira fase vai produzir couro “Wet Blue”, que é uma pele curtida com recurso a sulfato de cromo e outros sais de cromo que conferem ao couro uma cor azulada e lhe agrega valor.

Refira-se que actualmente, a República da África do Sul é o maior comprador, com cerca de 672 mil toneladas importações, nos últimos três anos. Entretanto, o mercado da União Europeia oferece os melhores preços em relação aos restantes concorrentes.

A pele de cabrito é exportada unicamente para a África do Sul e resultou na arrecadação de mais de 388 mil dólares americanos entre 2014 e 2015.  

O primeiro lote de três mil peles adquiridas nas províncias de Maputo e Gaza foi exportado para Portugal. A unidade de pele é vendida a 15 dólares americanos, sendo que uma tonelada custa 500 dólares americanos.

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