- O Oceanário de Lisboa tem mais de 7 milhões de litros de água salgada e abriga várias
espécies de aves, mamíferos, peixes e outros habitantes marinho
O marulho entre vozes da diversidade indicia o movimento das águas e a quebra das ondas do mar. Entre o desequilíbrio e a inércia, baleias, golfinhos e até crustáceos comunicam e orientam-se através de sons. E, de vez em quando, marola das ondas pequenas, suaves, quase impercetíveis; sons contrários às fortes batidas contra as rochas: Tchibum!
“No alto mar a luz escorre; lisa sobre a água. Planície infinita/ que ninguém habita. O sol brilha enorme, sem que ninguém forme gestos na luz// Livre e verde, a água ondula graça que não modula o sonho de ninguém. São claros e vastos os espaços onde baloiça o vento. E ninguém nunca de delícia ou de tormento abriu neles os seus braços”, descreve Sophia de Mello Breyner, conhecida como “poetisa do mar”.
No Oceanário de Lisboa, a estrutura montada está relacionada aos seus versos remetendo-nos a um mergulho espectacular no coração dos cinco oceanos. Atlântico, Índico, Antárctico, Árctico, … e, de repente, bem- -vindos ao Oceano Pacífico, o quinto, baptizado pelo navegador português Fernão de Magalhães.
Neste oceano mais largo, mais fundo e mais diversificado, maior que todos os continentes juntos, lontras marinhas – estrela gigantes -,polvo-gigante-do-pacífico; estrela-do-mar-girassol… florestas de algas… vida, contemplada no gigantesco aquário central que simboliza o “oceano global”, rodeado por quatro habitats marinhos distintos.
Os visitantes excitam-se, maravilham-se, rendem-se à natureza. domingo está entre os demais e admira as várias espécies, aquelas citadas e os tubarões, peixes-lua, peixe-leão, papagaios-do-mar, dragões-marinhos, peixes-palhaço, enguias, raias e corais deslumbrantes.
VIDA NO OCEANO
No oceano, a vida está concentrada nas zonas costeiras e nas plataformas continentais. Ele contém 50 por cento de todas as espécies conhecidas na Terra. Ressalte-se que 90 por cento de toda a sua vida encontra-se nos 100 metros superficiais. Entretanto, no oceano profundo existe vida sem a luz do Sol. De conhecimento registado, o olhar da nossa Reportagem expande-se pelos recifes de coral onde avista o peixe-balão e peixe-palhaço. Mas é vendo o peixe do sul da Austrália, o peixe- -bobo-de-faixa-negra que vive nos recifes rochosos e alimenta- -se filtrando pequenos invertebrados que vivem enterrados na areia, que o “obturador” dispara. Leia mais…

