Diz-se frequentemente que educar é um acto de amor, mas raramente sublinha-se que, por vezes, esse amor manifesta-se através de um “não”. O facto é que estabelecer limites aos filhos se tornou um desafio para os pais.
Nos dias que correm, não raras vezes se assiste a episódios que os constrangem em cerimónias familiares ou locais de convívio. Pior do que isso é ver a inanição de quem devia impor limites. E quem anda triste com o rumo que as coisas vêm tomando é a vovó Lina Rafael, que observa que, na contramão, há casos de pais que mais se preocupam em agradar os filhos, comprando até artigos onerosos para os ver “felizes”.
A vovó aconselha-os a rever a maneira como educam as crianças. “Não podemos fazer aquilo que elas querem, mas, sim, o que é melhor para elas”. Deixa claro que ser permissivo tem as suas consequências: “os filhos da actualidade acham que podem fazer tudo o que querem, não respeitam os mais velhos na rua, na escola, tornam-se adultos malcriados que acham que tudo gira em torno deles, porque foram criados com mimos. E têm tudo em casa, por isso não se esforçam para nada”.
Em jeito de conclusão, a vovó Lina pede que o “mapa” que dirige a vida na fase adulta seja traçado desde os primeiros anos de vida, em casa. E remata afirmando que é preciso aprender a dizer “não” às crianças, pois “filho não pode dirigir os pais”.


