- Edmundo Macuácua, docente e investigador em Relações Internacionais e Estudos
de Desenvolvimento, em entrevista ao domingo
Numa altura em que o cenário económico de Moçambique é descrito como de recuperação gradual, o conflito no Médio Oriente entre Estados Unidos da América/Israel vs. Irão tende a comprometer com gravidade a economia mundial.
O ponto é que o país não se encontra naturalmente imune, e é sobre os efeitos desta guerra e posicionamento da nação que o docente e investigador em Relações Internacionais e Estudos de Desenvolvimento Edmundo Macuácua falou em entrevista ao jornal domingo. Entre várias questões, o especialista defende que a prioridade nacional deve ser a redução da vulnerabilidade externa e uma postura pragmática nas relações internacionais e sublinha que, para Moçambique, o ideal é “ser prudente e não comprar a guerra dos outros”.
A crise no Médio Oriente pode afectar as relações entre Moçambique e os parceiros estratégicos que têm interesses no nosso país?
A primeira coisa é que Moçambique é um grande parceiro dos países que estão em conflito, tanto do lado dos Estados Unidos da América, como dos principais fornecedores de combustíveis, os países do Médio Oriente. Então é uma dupla dependência. Existe o lado da ajuda externa, que muita dela vem dos Estados Unidos, e acabamos de reconquistar a aliança com este país, por tal qualquer posicionamento estratégico nosso tem que ter isso em conta. Mas também temos que considerar que o petróleo que não está a ser escoado agora é donde nós buscamos a maior quantidade, o Médio Oriente.
E isso tem consequências na economia…
…se esse petróleo já não pode chegar, os preços vão subir e, em cadeia, farão aumentar o custo de vida em Moçambique, para além de que a balança comercial vai também sofrer, porque vamos comprar as mesmas quantidades a preços mais elevados. Leia mais…


