Hoje é Dia da Geração 8 de Março, um grupo de jovens moçambicanos que, a partir desta data, em 1977, isto é, há 49 anos, aceitou ao chamamento do primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, para se formar e tomar as rédeas do país, com vista ao funcionamento do Aparelho do Estado, numa altura em que havia fuga dos colonialistas portugueses, após a proclamação da independência nacional, a 25 de Junho de 1975.
A geração contribuiu na definição de políticas de inclusão social, expansão do acesso à educação, serviços de saúde, crescimento da indústria e economia, entre outros aspectos. Para o efeito, frequentou o curso propedêutico de acesso à universidade, prosseguiu com a formação de nível superior, também houve os que foram à formação de professores de ensino secundário, bem como para a área de Defesa e Segurança e da integridade territorial, entre outros, dentro e fora do país.
A propósito da data, domingo busca parte desses actores que aceitaram ao chamamento e se entregaram de forma abnegada à pátria moçambicana. Consideram que foram uma geração e juventude únicas pela forma como sempre estiveram focados em defender interesses nacionais, assim como a entidade patriótica. Entretanto, lamentam que parte dos valores que caracterizavam a sociedade, aquando da sua juventude, se tenham diluído.
Sara Alberto, nascida em 1964, não faz parte do primeiro grupo de jovens que foi “convidado” a doar- se à nação, em 1977, uma vez que na altura frequentava ainda a escola secundária, mas cinco anos depois, 1983, concretamente, juntou-se ao movimento.
Diz que o chamamento do Presidente Samora Machel foi um momento único, histórico, pois “jovens de todo o país abriram mão dos seus sonhos em prol do desenvolvimento da nação”. Sara conta que foi na frente da educação que esteve a servir ao país, depois de ter sido formada no próprio Centro 8 de Março. Um local onde havia estudantes vindos de todo o país.
Dois anos após a formação, foi alocada no então Oitavo Distrito Urbano da Cidade de Maputo, actual Matola, para leccionar na então Escola Industrial da Matola, onde trabalhou mais de 25 anos. A posteriori, foi transferida para o Instituto Industrial de Maputo e de seguida para o Ministério da Educação, onde esteve até chegar- -lhe à idade da reforma. Leia mais…


