A directora provincial de Género, Criança e Acção Social de Manica, Ema Catana, entende que persistem várias barreiras, como a violência baseada no gênero e o machismo que impedem que a mulher tenham oportunidade de fazer negócios e de ser auto-sustentável.
Falando durante a mesa redonda promovida pelo Programa Mangwana, na cidade de Chimoio, província de Manica, Ema Catana sublinhou que a mulher também perde espaço devido a práticas culturais enraizadas na sociedade, apesar de o país permitir que ela tenha o direito de fazer as suas próprias escolhas, acesso à saúde, educação e recursos produtivos.
Inserido no âmbito da celebração do Dia Internacional da Mulher, que este ano coincide com a celebração do Dia da Mulher Produtiva, Ema Catana recordou que a Primeira Dama, Gueta Chapo, lançou as celebrações do Mês da Mulher, ontem, em Cabo Delgado, província onde as mulheres sofrem por causa do terrorismo e todos somos chamados a ser solidários”.
Disse ainda que durante este mês serão realizados vários eventos comemorativos, nos quais se deve fazer uma introspecção sobre os desafios e formas de superação.
“Só desta forma é que poderemos ter mulheres empresárias capazes de alavancar a economia distrital, provincial e, quiçá de todo o país”, concluiu.

