Entre quarta e quinta-feira passadas, membros do Governo, académicos, sector privado, sociedade civil e parceiros estratégicos dos sectores das tecnologias de informação e comunicação estiveram reunidos, em Maputo, para buscar as melhores formas de execução e implementação sustentável e inclusiva do processo de transformação digital em Moçambique.
No evento, que era essencialmente a primeira Conferência Nacional sobre a Transformação Digital, sob o lema “Rumo a um Estado Moderno, Digital e Centrado no Cidadão”, abordou-se, não apenas a tecnologia, mas também questões sociais, éticas e projecções em torno do tipo de Estado que se quer construir e sobre a qualidade de serviços que se pretende oferecer aos cidadãos, alicerçados em sistemas e infra-estruturas digitais.
Na abertura da conferência, o Chefe do Estado, Daniel Chapo, afirmou que quer um país onde cada cidadão possa aceder aos serviços públicos, a partir de qualquer ponto do território nacional, e mesmo no exterior, por meio de sistemas interoperáveis, centros de atendimento único e soluções de pagamento digitais seguras e transparentes.
“Queremos construir um país onde a internet é para todos e é promovida como um direito humano. Digitalizar é aproximar o Estado do cidadão, proteger os recursos públicos, reforçar a integridade institucional e acelerar o desenvolvimento nacional. O futuro exige-nos esta decisão e o momento de a concretizar é agora”, frisou.
Daniel Chapo destacou, porém, que não haverá Estado digital se persistirem mentalidades analógicas. “Não devem existir ilhas tecnológicas dentro do nosso Estado. Não é aceitável que instituições públicas desenvolvam sistemas que não comunicam entre si, bases de dados que não se integram e serviços que se duplicam”. . Leia mais…

