Início » Fragilidades que agravam a desgraça

Fragilidades que agravam a desgraça

Por Luísa Jorge

As coisas não correm bem por cá. A nossa Pérola do Índico anda enferma. Quando pensamos que saramos uma ferida num ponto e suspira-se de alívio, apercebe-se que outra, noutro lugar, começa a dar sinais de erupção. Isto faz com que o fôlego seja de pouca dura.

A verdade é que o nosso sono tem sido leve por conta das desgraças que nos têm despertado a meio da noite. Quando a misericórdia nos alcança, ela chega pela manhã. E o seu agir teima em nos recordar do quão frágeis, impotentes e incapazes somos para lhe fazer face de forma antecipada.

Isto vem a propósito das inundações que decorreram na zona centro e sul do país. Mas, não se pretende aqui fazer coro do que a fúria das águas causou. Disso todos estão conscientes.

O certo é que as autoridades apontam que, das mais de 700 mil pessoas afectadas pelas cheias, 100 mil foram obrigadas a abandonar as suas residências para permanecer temporariamente nos centros de abrigo criados pelo Governo. É muita gente que precisa de apoio e assistência a todos os níveis, desde a saúde, passando pela higiene e segurança, até a alimentação.

O que lá chega de donativos está aquém das necessidades reais. Esta é a realidade. Infelizmente. É que o país conta com mais de 70 centros de acomodação albergando cerca de 70 mil concidadãos. Por essa razão, o movimento de apelo à solidariedade está a ser feito a todos os níveis e o gesto de bondade de cada moçambicano neste momento faz toda a diferença. Leia mais…

Você pode também gostar de:

Propriedade da Sociedade do Notícias, SA

Direcção, Redacção e Oficinas Rua Joe Slovo, 55 • C. Postal 327

Capa da semana