Um misto de luto, dor, consternação e emoções caracterizou os derradeiros momentos de despedida da antiga primeira-ministra Luísa Diogo, que perdeu a vida a 16 de Janeiro corrente, vítima de doença, cujos restos mortais foram sepultados na sexta-feira, no Cemitério de Lhanguene, num funeral oficial.
A anteceder o sepulcro teve lugar a missa do corpo presente na Igreja Santo António da Polana, onde familiares, amigos, dirigentes do Estado moçambicano e cidadãos anónimos prestaram a última vénia à primeira mulher a dirigir o Governo na história do país.
De seguida, realizaram-se as exéquias no Paços do Conselho Municipal de Maputo, onde foram destacadas as qualidades humanas e profissionais da malograda desde a sua nascença, cujo parto se realizou numa machamba, no distrito de Mágoè, em Tete, onde a mãe se encontrava a capinar
Catalogada como mulher de fibra, humilde, elevado profissionalismo e responsabilidade nas funções que exerceu, Luísa Diogo será lembrada como uma referência nacional, regional, continental e mundial. No seu elogio fúnebre, o Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou que nos mercados, nos “chapas”, nas redes sociais e em muitas plataformas os moçambicanos lamentam a sua partida, porque ela foi uma daquelas vidas raras.
Destacou que: “uma vida que não foi apenas vida: foi trabalho, competência, dedicação, responsabilidade, solidariedade, amor ao próximo, sentido de missão, inspiração a todos os moçambicanos. Enfim, a vida de Luísa Diogo foi história que ainda deve ser estudada e testemunho que deve ser seguido”.
Para o Presidente Chapo, a malograda compreendeu que a vida não se conquista por sorte, mas com esforço, dedicação, responsabilidade, competência, coragem e determinação. Leia mais…

