A chuva voltou a fazer das suas em vários pontos do país, deixando a nu fragilidades há muito conhecidas em cidades como Maputo, Beira e Matola. Nem os avisos antecipados das autoridades competentes foram suficientes para evitar a exposição da nossa incapacidade colectiva de lidar com o fenómeno natural.
Interessante é notar que a cada ano, nas cidades de Maputo e Matola, sobretudo, novas zonas entram no mapa das áreas de risco, isto é, novos bairros são alistados como propensos a inundações. Ou seja, quem em 2023 ou 2024 julgava que estava em lugar seguro, agora se apercebe que também está na lama e precisa de ser socorrido.
Bairros que há poucos anos eram preferenciais para reassentar vítimas das inundações, hoje apresentam-se com casas submersas, ruas alagadas e a mobilidade comprometida.
O que está a falhar, afinal? Provavelmente tudo.
Quando vemos autarcas, governadores provinciais e secretários de Estado transformados em socorristas ou benfeitores, ficamos com a triste sensação de que alguém não está a fazer devidamente o seu trabalho.Leia mais…

