TEXTO DE GENÉZIA GERMANO
Ainda criança, foi na catequese onde Isalda Maria dos Santos Horácio aprendeu uma das lições que viria a orientar toda a sua vida: ajudar o próximo não é uma opção, é um dever humano e cristão. Entre orações, ensinamentos religiosos e pequenos gestos de partilha, nasceu uma sensibilidade que, anos mais tarde, se transformaria numa prática médica profundamente marcada pela empatia, altruísmo, solidariedade e amor ao outro.
Hoje, Isalda é médica residente em Neurocirurgia no Hospital Central de Nampula e mestre em Saúde Pública. Conta cerca de nove anos de exercício profissional e aproxima-se de uma década dedicada à saúde. No entanto, a sua história não se resume ao percurso académico nem à carreira hospitalar. O que a distingue é a forma como alia o conhecimento científico à dimensão humana do cuidado, muitas vezes, recorrendo aos seus próprios recursos para apoiar pacientes em situação de vulnerabilidade.
“A solidariedade acompanha a minha vida”, afirma. “Iniciei ainda na catequese, onde aprendi que temos de ajudar o próximo. Isso ficou em mim e nunca mais saiu.”
Cresceu na cidade de Pemba, frequentou a Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Católica de Moçambique. Foi ali onde esse sentido de missão ganhou forma concreta. Durante a formação universitária, Isalda participou em actividades clínicas semanais num orfanato em Maputo, uma experiência que a marcou profundamente. “A princípio, íamos como estudantes, por obrigação académica, mas comecei a olhar para aquelas crianças, não só como médica, mas como ser humano”, recorda. Leia mais…

