O director nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), Agostinho Vilanculos, estima em cerca de 400 mil, o número de pessoas que vivem nas áreas de inundações, nos distritos de Chókwè, Guijá, Chibuto e Xai-Xai, na província de Gaza.
Agostinho Vilanculos, afirmou haver um risco iminente da junção dos rios Incomati e Limpopo, cenário igual ao registado nas cheias de 2000, à medida que transbordam, o que poderá aumentar o número de afectados para cerca de meio milhão de pessoas.
“Agora, nós achamos que é o momento de retirada da população de forma compulsiva, porque a situação não é muito boa, mas também pedimos que haja assistência, em termos de meios, para facilitar o processo de travessia da população de uma margem para outra”, disse Agostinho Vilanculos.
Em termos de infraestruturas afectadas, segundo a Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, há pelo menos 150 escolas e cerca de 80 unidades hospitalares, além de 10 mil hectares de produção agrícola que podem ser perdidos.
“Os níveis que estamos a ter agora são relativamente altos. Estamos a aproximar, só para ter uma ideia, de níveis mais ou menos aproximados do ano 2000. Então, essa população tem que ser retirada de imediato”, alertou.
A Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos estima que, até ao fim da presente época chuvosa, cerca de dois milhões de pessoas poderão ser afectadas, com previsão de pelo menos um ou dois ciclones que poderão assolar a costa moçambicana.
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