Várias entidades empresariais moçambicanas ainda enfrentam adversidades no processo de recuperação após as manifestações pós-eleitorais, que resultaram em prejuízos económicos substanciais e na insolvência de diversas unidades de negócio, as quais carecem de robustez financeira para suportar os custos inerentes à reconstrução, não obstante os estímulos financeiros da parte do Governo.
Com efeito, o cenário do segundo e o terceiro trimestre de 2025 indica que algumas empresas continuaram a operar com prejuízos médios, apesar de uma melhoria marginal face ao trimestre anterior. Os custos e receitas cresceram de forma insuficiente para restaurar margens de rentabilidade, mantendo o Índice de Robustez Empresarial abaixo dos níveis pré-manifestações.
A título exemplificativo, o sector industrial continua a enfrentar custos elevados e fraco impacto das medidas de recuperação. Do ponto de vista regional, os índices de robustez empresarial permanecem muito abaixo do nível óptimo, refere.
Segundo Eduardo Macuácua, director-executivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que falava, semana passada, em Maputo, durante a análise do desempenho económico do ano prestes a terminar, as empresas ainda não recuperaram o nível moderado de crescimento que registavam antes das manifestações, que rondava em mais 30 por cento, contra 26 por cento registados este ano.
Ainda assim, para alcançar estes indicadores, de acordo com o sector produtivo, algumas empresas tiveram de custear as despesas da reconstrução através de recursos próprios e, outras, por meio de financiamentos. Leia mais…

