• defende Isaú Meneses, músico e escritor moçambicano
A língua é, sem dúvidas, um dos vectores relevantes para a promoção, valorização e preservação das nossas identidades. Por isso, investir na digitalização das línguas nacionais é criar alicerces para a projecção através da inteligência artificial (IA).
Este posicionamento foi defendido, ontem, em Maputo, por Isaú Meneses, aquando do lançamento do livro intitulado “Digitalização, Línguas Moçambicanas e Inteligência Artificial-Desafios e Perspectivas”, editado por Armindo Ngunga e António Ndapassoa.
Meneses disse que desprezar a digitalização das línguas nacionais pode, em última instância, enfraquecer as identidades e o diálogo intercultural no mundo. Por isso, segundo suas palavras, é também necessário promover debates que abordam oportunidades e ameaças que essa ferramenta poderosa pode representar para a cultura e a diversidade.
O escritor lembrou igualmente que não basta a inteligência e o acesso aos meios digitais, é necessário, urgente e indispensável um investimento para o reforço da componente de orçamentação destinada à ciência e tecnologia.

