Houve tempos em que falar de HIV/ Sida nos remetia a momentos de terror. Ouvir dizer que “fulano” ou “sicrano” contraiu o síndrome da imunodeficiência adquirida era o mesmo que sentença de morte. Um processo de morte lenta, que iniciava onde era suposto haver apoio incondicional – no seio da família. Depois, transbordava para o ambiente social dentro da comunidade onde o indivíduo estava inserido e dali alastrava-se para toda sociedade. Mas, analisando superficialmente, quero crer que isto também foi reflexo de como o HIV/Sida foi apresentado à sociedade.
Embora entenda a necessidade na altura de se despertar para o nível de letalidade deste vírus, num momento em que ainda não se sabia ao concreto com o quê se estava a lidar, por um lado, e a necessidade de se conter a propagação e mortes, por outro, as mensagens veiculadas desestruturavam o psíquico de quem vivia com o HIV/Sida. Muitos relatos de suicídios por causa disto chegavam de longe. Leia mais…

