A narrativa é sobre como “sobreviver” à complexidade dos contratos, interferências e omissão de informação na comunicação oral, no acto da solicitação de um financiamento bancário. Deste modo, o jornal domingo dá o pontapé de saída na abordagem de relações fora dos parâmetros estabelecidos entre clientes e alguns bancos comerciais.
guns bancos comerciais. Alguns relatos testificam a ocorrência de desmandos no terreno, agravados pela existência de indivíduos que se designam por “facilitadores”. Orlando Muchanga, comerciante na cidade de Maputo, foi vítima!
Conta que se sentiu retraído ao iniciar o processo de pedido de financiamento, “devido à existência de nhonguistas dentro dos bancos. Oferecem-se para agilizar o processo em troca de valores monetários. Eu desisti! Prefiro fazer xitique para tentar alavancar o meu negócio, porque essa é a minha meta”, afirma. E a inobservância das “regras do jogo” na atribuição de crédito é aqui reforçada pelo caso de uma cidadã que, igualmente, viu na banca comercial uma oportunidade de obter (a título de empréstimo) 100 mil Meticais. Pretendia aplicar o dinheiro num projecto da família, conforme conta o seu companheiro.
“A minha esposa dirigiu-se a um dos famosos bancos do país para pedir financiamento. No entanto, os contornos que envolviam esse processo não foram clarificados. Para motiva-la houve promessa de que o dinheiro sairia em pouco tempo, e que, para tal, se deveria correr com todas as etapas”. Nessa corrida desregrada não houve espaço para informar que sofreria descontos devido ao pagamento do seguro e outros serviços. A verdade é que, dos 100 mil Meticais pedidos, “só recebeu 85 mil”. Leia mais…

