- INTIC recomenda reforço de tecnologia biométrica que identifica indivíduos que manipulam contas bancárias
Quem, no seu telemóvel, nunca recebeu uma mensagem a solicitar pagamento para determinado número usando ferramentas bancárias aparentemente verdadeiras? Ou então que não tenha sido seduzido a transferir dados, por telefone, para determinada finalidade com vantagens ao portador?
As redes de e-mail também entram na equação de burla, funcionando como motores de busca de dinheiro fácil mediante clonagem de dados e invasão de contas.
Todas estas “operações”, sendo preocupantes pelos danos que causam, parecem de menor empenho de meios perante a tendência de sofisticação de crime no sector bancário, onde burladores aplicam diferentes métodos para se infiltrarem no sistema e manipular transacções electrónicas. Tais infiltrações podem ocorrer por vulnerabilidades humanas, tecnológicas ou processuais.
A constatação é do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), que denuncia acesso interno mal-intencionado (insiders) no sistema bancário, comprometimento de prestadores de serviços (fornecedores); manipulação de integrações entre bancos/plataformas externas e burlas com contas falsas ou documentos falsificados.
~Os burladores vão ao encontro da tecnologia, guiados pelo pior instinto, “modernizando” o seu modus operandi, indo muito mais além da manipulação de plataformas de busca de “serviços” que facilitassem o roubo de dinheiro de clientes de algumas operadoras de telefonia móvel, com destaque para Movitel e Vodacom (as mais lesadas).
MEDO DE TOCAR NA FERIDA
O assunto é tão preocupante de tal forma que mereceu abordagem profunda na Primeira Conferência da Semana Internacional de Segurança Cibernética de Moçambique, realizada semana passada em Maputo. Leia mais…

