Desde 1995, mais de 1 bilhão de pessoas saíram da pobreza extrema e foram registados avanços notáveis na saúde, educação e igualdade de género. Contudo, está cada vez mais patente que o progresso “está em risco”, num contexto actual de guerras, divisões, catástrofes climáticas e frustração social generalizada.
Foi para debater esse por vir pouco animador que várias nações – com particularidades e estratégias de desenvolvimento socioeconómico locais – estiveram reunidas de 4 a 6 do mês corrente em Doha, no Estado do Qatar, na Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Social, para reforçar o seu compromisso de “não deixar ninguém para trás”, respondendo aos desafios comuns de garantir justiça social ao nível global.
Moçambique teve uma participação de peso, ao compartilhar as suas ideias com o fim único de dar a sua contribuição na nobre missão de vencer os desafios mundiais no que toca ao desenvolvimento sustentável. A Primeira-ministra, Maria Benvinda Levi, em representação do Chefe do Estado, Daniel Chapo, liderou a delegação moçambicana que contou com a ministra do Trabalho, Género e Acção social, Ivete Alane, e outros quadros do Governo.

Ao fim dos trabalhos realizados naquele país, Levi falou de resultados positivos: “foi muito positiva, e ainda pudemos, à margem dos encontros que estavam previamente programados, interagir com várias individualidades do mundo”.
DEZ PONTOS NA MIRA DAS NAÇÕES GLOBAIS
Na histórica cúpula de Copenhaga-1995, considerada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, como “um momento de clareza moral”, foram definidos dez compromissos que colocam “as pessoas no centro do desenvolvimento”, reconhecendo que o progresso social é indissociável do crescimento económico e da protecção ambiental. Leia mais…

