BERNARDO JEQUETE
O primeiro-secretário do Comité Provincial do Partido FRELIMO em Manica, Tomás Chithango, pediu encarecidamente aos professores do distrito de Chimoio para que retomem às aulas interrompidas em reivindicação ao pagamento de subsídios de horas-extras de 2022, 2023, 2024 e parte de 2025.
A decisão de suspensão das aulas foi tomada há uma semana por professores de diferentes escolas com a previsão de durar 30 dias.
O apelo do Primeiro-Secretário foi feito durante uma reunião realizada no Centro Cultural Montalto, onde participaram professores das escolas em greve e também de institutos médios politécnicos, escolas secundárias e primárias do distrito.
Chitlango falou da importância do diálogo contínuo para solucionar os problemas que afectam o sector da educação.
“É preciso que haja diálogo permanente para resolver as diferenças e caminharmos juntos”, afirmou.
Durante a reunião, Chitlango disse estar ciente da existência de uma dívida acumulada de cerca de 200 milhões de meticais apenas para o distrito de Chimoio, referentes a horas-extras e turno.
“Estamos à porta de exames, então gostaria de pedir-vos para que olhem para as crianças que estão a ficar sem aulas enquanto procuramos soluções”, acrescentou.
Além disso, o político informou que estará reunido com o Presidente da República (PR) nos dias 14 e 15 do próximo mês, em Bilene, daí que pediu informações detalhadas para reportar ao PR de forma precisa visando ter uma solução a médio e curto prazo.
“Gostaria de saber o que está a acontecer para eu poder informar à Comissão Política e ao Comité Central antes da reunião com o PR”, declarou.

