A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, afirmou que a paz não é um dado adquirido, precisa de ser alimentada permanentemente com diálogo, tolerância, inclusão e amor ao próximo, daí que convida a todos moçambicanos a participar na auscultação pública que inicia amanhã.
Talapa, que falava ontem, em Maputo, nas cerimónias centrais do 4 de Outubro, Dia da Paz e Reconciliação Nacional, em representação do Presidente da República, Daniel Chapo, diz tratar-se de um desiderato fruto da determinação e elevado sentido patriótico que permitiu vencer a diferença e elevar o interesse nacional acima de tudo que dividia os moçambicanos.
Sublinhou que nestes trinta e três anos após a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP), em Roma, em 1992, Moçambique deu passos significativos na consolidação da democracia. “Construímos instituições, realizámos eleições regulares e multipartidárias, promovemos a liberdade de expressão e consolidámos o Estado de direito”.
Acrescentou que o maior ensinamento herdado é que a paz não é um ponto de chegada, mas um caminho que exige manutenção constante, diálogo contínuo e inclusão efectiva. Destacou que a estabilida de que Moçambique vive hoje resulta do empenho e envolvimento dos próprios moçambicanos na incessante busca de soluções inclusivas e sustentáveis para os desafios nacionais.
Nesse contexto, saudou a iniciativa presidencial de promover o Diálogo Nacional Inclusivo. “Este compromisso sufragado pela Assembleia da República, em representação de todos os moçambicanos, é uma prova inequívoca da vontade genuína de todo o povo moçambicano de viver numa sociedade pacífica, inclusiva e reconciliada”. Leia mais…
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