O Governo assegurou, no âmbito da melhoria dos termos de contratos de concessão da segunda plataforma flutuante Coral Norte FLNG, que cerca de 25 por cento de gás será destinado para o consumo interno, num universo de 3,5 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL) a serem produzidos por ano.
Garantiu-se, igualmente, que todo gás condensado será alocado à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). Este subproduto serve de matéria-prima na produção de combustíveis líquidos como gasolina e diesel, além do uso no fabrico de produtos petroquímicos, nomeadamente plásticos, fertilizantes, detergentes, entre outros. Para o efeito, a ENI comprometeu-se, no futuro, a investir no desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis, através do fomento da produção agrícola. Este projecto terá um impacto social profundo no país, sobretudo na geração de postos de trabalho e aumento da renda para milhares de famílias camponesas que integrarão esta cadeia de fornecimento.
Foi, também, conseguido durante as negociações entre o Governo e a petrolífera italiana ENI o envolvimento das empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e EMODRAGA para a prestação de serviços marítimos e logística naval.
Estas conquistas foram apresentadas quinta-feira, em Maputo, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no anúncio da Decisão Final do Investimento (DFI) do projecto Coral Norte, a segunda plataforma flutuante de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) em águas profundas na bacia do Rovuma, na região norte do país.
Esta cerimónia acontece num ano em que Moçambique comemora 50 anos da independência nacional. No entanto, o gás destinado ao mercado local servirá, de acordo com o Chefe do Estado, para dinamizar o desenvolvimento de terminais de GNL localizados na Beira, Inhassoro e Matola, nas províncias de Sofala, Inhambane e Maputo, respectivamente, que são uma alternativa de fornecimento de gás às centrais de geração de energia…Leia mais…

