Vive na Alemanha há 38 anos completados exactamente no passado dia 25 de Setembro. Chegou àquele país europeu aos 23 anos para prosseguir com os estudos, onde obteve o doutoramento em Química e licenciatura em Ciências Políticas, na Universidade de Berlim.
Trata-se de Rui Conzane, natural do distrito de Changara, província de Tete, que, em entrevista ao domingo, fala da sua história, percurso e vivências em que chama atenção à diáspora a não abandonar as suas raízes, ou simplesmente, a terra natal.
O pretexto para esta entrevista foi uma abordagem que Rui Conzane fez a propósito do Jubileu de Ouro da Independência Nacional, em que incide sobre os desafios da juventude, tendo em vista a construção de um Moçambique próspero, uno e indivisível.
Sublinha que 50 anos depois, Moçambique regista progressos a vários níveis, embora também se debate com desafios típicos do desenvolvimento, “mas que não podem fazer a diáspora esquecer o país de origem ou abandonar as suas raízes”.
Considera que seria razoável os residentes no exterior pelo menos de dois em dois anos visitar a sua terra natal para ganhar inspiração no sentido de continuar a levar a vida para frente nos domínios sócio-político e económico.
De sua experiência, frisa que mesmo com dificuldade faz questão de pelo menos anualmente escalar a sua terra natal, em Changara, província de Tete, “para beber da fonte e ouvir os conselhos dos mais velhos e desta feita manter a ligação com as origens”.
Casado com uma cidadã alemã, com a qual tem dois filhos, um rapaz de 30 anos e menina de 23 anos, Conzane refere que os próprios filhos, apesar de residir na Europa, “também têm vindo a Moçambique, sendo, por exemplo, que a minha filha preferiu levar a cerimónia do seu lobolo para o distrito de Changara”. Leia mais…

