A criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM) pode ser a solução que o Governo precisa para financiamento de projectos sociais de longo prazo que, por sua natureza, demandam por maiores recursos financeiros e com ganhos que não são atractivos para os bancos comerciais que, essencialmente, buscam por lucros nas suas transacções.
Segundo Titus Quive, do Ministério das Finanças, responsável pela apresentação do projecto do BDM para uma auscultação pública na Feira Internacional de Maputo (FACIM), os ganhos provenientes dos investimentos têm impactos que não são financeiros, mas avaliados sob o ponto de vista macroeconómico, social, geração de emprego, aumento no bem-estar e dinamização da economia como um todo.
“As infra-estruturas degradadas são um constrangimento para toda a economia, os agentes económicos e para o bem-estar das populações. Sabemos que não são um investimento atractivo para o sector privado. Entretanto, alguém tem que investir, neste caso tem sido o Estado que precisa de financiamento”, argumentou.
As áreas a serem abrangidas pelos investimentos do futuro banco são a educação, saúde, acesso à energia, além do potencial agrícola de que o país dispõe e que também demanda investimentos estruturantes que poderão transformar a dinâmica da economia. Leia mais…

