A Confederação das Associações Económicas (CTA) concedeu esta manhã, na cidade de Maputo, uma conferência de imprensa onde fez saber que considera inadmissível que a Mozal que tanto beneficiou do ambiente fiscal, institucional e económico nacional, adopte uma postura que desestabiliza o tecido empresarial moçambicano e fragiliza a confiança dos investidores.
O presidente daquela agremiação, Álvaro Massingue, destacou que este não deve ser o fim da Mozal, pelo contrário, deve marcar o início de uma nova fase mais inclusiva, transformadora e verdadeiramente moçambicana.
Por este motivo, a CTA entende que o Governo pode considerar concessões na tarifa de energia, mas apenas com contrapartidas claras e estruturantes para a economia nacional.
Sugeriu que pelo menos 40 por cento da produção da Mozal seja destinada a empresas com base em Moçambique, para a transformação local do alumínio em produtos semi-manufaturados e acabados. Na mesma senda, a companhia deverá aumentar substancialmente o número de fornecedores locais na sua cadeia de valor, promovendo a inclusão efectiva de pequenas e médias empresas moçambicanas.
“Recordamos que, mesmo antes deste episódio, a CTA já havia alertado à direcção da Mozal para denúncias de preterição de empresas moçambicanas em favor de empresas sul-africanas nos processos de contratação. Apesar das promessas de revisão, pouco ou nada mudou. Este padrão revela uma preocupante tendência de desvalorização do empresariado nacional e uma falta de visão estratégica sobre o papel da Mozal na industrialização do país”, disse.
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