Início » ARTE AO LONGO DOS 50 ANOS: Percursos, densidades e possibilidades

ARTE AO LONGO DOS 50 ANOS: Percursos, densidades e possibilidades

Por Jornal domingo

TEXTO DE NEYMA DE JESUS

Entre a madeira e o ferro, o barro e o papelão, a arte moçambicana ganha corpo, densidade e memória. A exposição “Três Dimensões: Percursos, Densidades e Possibilidades”, patente até Setembro no Instituto Guimarães Rosa e Galeria Kulungwana, na cidade de Maputo, convida a mergulhar num percurso escultórico que atravessa geografias, técnicas e décadas de história viva.

Inserida nas celebrações dos 50 anos da Independência de Moçambique, a mostra é a primeira das quatro exposições que vão se realizar até ao primeiro trimestre de 2026. Alberto Chissano, Reinata Sadimba, Butcheca, Naftal Langa, Sónia Sultuane, Ndlozy, Malangatana, Naguib, entre outros, são alguns dos nomes inseridos no projecto, numa co-produção da Kulungwana e do Instituto Guimarães Rosa (IGR), com curadoria de Jorge Dias e Gianfranco Gandolfo.

A exposição retoma uma primeira versão apresentada em 2021 pelo Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) e pelo IGR, agora revista e enriquecida com o objectivo de devolver ao público uma colecção de obras com um valor artístico imensurável, que além da técnica aborda a identidade de um país, desde a independência.

Aqui, a escultura aparece como linguagem múltipla profundamente enraizada na cultura moçambicana, mas aberta à reinvenção. As obras foram criadas a partir de materiais como pau- -preto, sândalo, barro, papelão, ferro, chapa e cordas. São matérias-primas que nascem da terra e do quotidiano, moldadas com precisão e sensibilidade. Leia mais…

Você pode também gostar de:

Propriedade da Sociedade do Notícias, SA

Direcção, Redacção e Oficinas Rua Joe Slovo, 55 • C. Postal 327

Capa da semana