TEXTO DE ÁZARA CHIMBWA
A província da Zambézia transformou-se nos últimos dez anos num corredor de imigração ilegal de cidadãos de várias nacionalidades com destino à África do Sul, à procura de melhores condições de vida. Uns conseguem chegar, outros são retidos e há ainda um grupo que fica na província a exercer várias actividades, recebendo “visitas indesejadas” dos funcionários da Direcção Provincial da Migração.
domingo apurou que só nos primeiros cinco meses deste ano 124.316 imigrantes usaram as fronteiras terrestres e fluviais. Os pontos de entrada são as fronteiras de Melosa, em Milange, e Molumbo, ou através da travessia do rio Chire no distrito de Morrumbala.
A entrada massiva de ilegais preocupa a sociedade numa altura em que os serviços da Migração foram apetrechados com meios circulantes, técnicos e recursos humanos, quer nas fronteiras do interior, quer marítima. A província acolhe actualmente 991 refugiados, dos quais 629 somalis, 207 burundeses, 98 congoleses, 56 ruandeses e um egípcio. Sobre o fenómeno, o nosso Jornal entrevistou há dias o porta-voz da Direcção Provincial da Migração na Zambézia, Reginaldo Massorongo. Leia mais…

