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Poluição em Manica: enfim, a anarquia…

Por Jorge Rungo

O rio Revuè, principal afluente do rio Búzi, onde se encontra a barragem de Chicamba, é o actual palco da maior onda de poluição alguma vez vista no país, que é causada por mineradores industriais, artesanais e informais que, a qualquer custo e preço, procuram ouro em toda a extensão do distrito de Manica, com epicentro no vale banhado por este rio e seus afluentes.

Tais exploradores chegam ao extremo de invadir as margens da albufeira de Chicamba, processar material mineral no leito do rio, contaminar a água com substâncias altamente perigosas, como mercúrio e cianeto, impedir que camponeses tenham acesso a cursos de água para irrigar campos agrícolas, entre outros danos.

O que muitos fingem ignorar é que a água que corre naquela área é a mesma que deve ser consumida por eles e todos os habitantes das aldeias, vilas e cidades como Chimoio e Gondola e também serve para a produção de energia eléctrica.

Durante duas semanas, a nossa Reportagem percorreu os distritos de Sussundenga e Manica, onde observou “in loco” o assombroso nível de poluição que se esperava que, por estas alturas, já tivesse reduzido depois das medidas tomadas pelo Governo contra algumas empresas mineiras que utilizavam maquinaria pesada para lavar minerais em pleno leito do rio Revuè. Debalde. A exploração segue em ritmo de total anarquia ou próximo disso.

A par dos impactos ambientais e económicos, o cenário social é tão grave que o Procurador-Geral de Manica, Fernando Uache, denunciou na quarta-feira que “Manica está a registar as piores formas de trabalho infantil nas minas de ouro, o que constitui uma violação grave dos seus direitos e Leia mais…

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