– Cristóvão Mondlane, director do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Manica
O director do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GPCC) de Manica, Cristóvão Mondlane, afirma que os índices de corrupção nesta província tinham atingido os píncaros até há cerca de dois anos, altura em que esta entidade foi estabelecida de forma permanente.
Segundo ele, os servidores públicos envolvidos em “esquemas” actuavam de forma despudorada, sendo que os casos mais gritantes tinham o seu epicentro nos sectores da Polícia, Educação e Saúde onde, por exemplo, chegou-se ao extremo de ter departamentos integrados por membros das mesmas famílias.

Em entrevista exclusiva ao nosso jornal, realizada no quadro da celebração do Dia Africano de Luta contra a Corrupção, assinalado na última sexta-feira, Cristóvão Mondlane afirma que era comum haver cobrança de “dízimo” aos funcionários escolhidos a dedo para realizar deslocações para dentro e fora do país.
Noutros casos, simulava- -se viagens, recebia-se “ajudas de custo” afins e delegava-se o motorista ou outro “subordinado de confiança” para ir mandar carimbar a Guia de Marcha numa administração distrital quando o real beneficiário nunca saiu do seu gabinete.
Também referiu que, mesmo depois de ter sido anunciada a suspensão da realização de cursos para a formação de agentes da polícia, o esquema de cobrança ilegal de valores Leia mais…

