Mais de 200 professores de três instituições de ensino no distrito de Manica, nomeadamente da Escola Secundária de Jécua, Escola Primária Completa de Manhate e a Escola 7 de Abril, paralisaram aulas há dois dias em protesto contra a falta de pagamento de horas extraordinárias referentes a 2023, 2024 e parte de 2025.
Conforme apuramos junto dos referidos professores, a ideia é pressionar o governo central numa altura em que se aproxima o período de realização de avaliações que marcam o fim do segundo trimestre.

De acordo com os protestantes, que falaram na condição de anonimato, o Ministério das Finanças apenas disponibilizou de 10 a 15 por cento do montante em dívida no mês de Maio deste ano, razão pela qual foi tomada a decisão de interromper as actividades lectivas.
“Só com o dinheiro na conta é que iremos voltar a dar aulas”, dizem, enquanto empunham cartazes e realizam marchas.

“Estamos dispostos a continuar a lutar até que os nossos direitos sejam respeitados”, reiterou um dos docentes.
Os professores avançaram igualmente a possibilidade de, em caso de não haver respostas satisfatórias por parte do Ministério das Finanças, abandonarem a prática de horas extraordinárias.

