O posto fronteiriço de Machipanda, na província de Manica, é demasiado pequeno para a volumosa demanda. Tem metade dos funcionários necessários, usa apenas quatro computadores e não dispõe de meios para aferir o que está no interior de cada contentor. A fiscalização é feita com base na intuição.
Por estar mergulhado num oceano de adversidades, este posto só factura algo em torno de 1.2 mil milhões de Meticais por ano, quando poderia alcançar o dobro ou triplo desta cifra se fosse modernizado, espaçoso e tivesse meios humanos suficientes.
Sem estas condições, agentes económicos dos países do hinterland, nomeadamente Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e República Democrática do Congo (RDC), optam por despachar as suas mercadorias para o Porto de Dar-Es-Salaam, na Tanzania, só para evitarem enfrentar “Machipanda”, onde as filas de camiões chegam a estender-se por mais de 20 quilómetros e os tempos de espera podem ir até uma semana.
Em entrevista exclusiva concedida pela delegada da Autoridade Tributária na província de Manica, Ruth Buque, escalpelizámos estas e muitas matérias relacionadas com este posto que pode fazer total diferença na arrecadação de receitas para o Estado moçambicano. Leia mais…

